
Bruno e pessoal,
As últimas semanas foram punk. A greve na USP desencadeou uma discussão entre professores da FFLCH da qual participei intensamente. Resumindo uma longa história, fui contra a greve e a favor da intervenção da polícia. Defendi tudo isso abertamente sozinho (muito embora recebesse privadamente manifestações de apoio). O resultado foi uma baixaria como eu nunca havia visto antes. Só não me chamaram de “santo”. Num dos piores momentos do “debate”, um imbecil foi ao blog do Nassif, e pinçou um parágrafo fora de contexto, no qual eu defendia a judicialização dos conflitos salariais do funcionalismo público. Proibição de greves no funcionalismo COMPENSADA (eis o detalhe…) por reposição automática de perdas inflacionárias. Neguinho pinçou a passagem, como eu disse, para me desqualificar como interlocutor. Foi um forrobodó. Fui obrigado a bater forte, para não passar recibo, e o caldo entornou de vez.
Apaguei minha página no Nassif, e fiquei pela primeira vez travado para escrever sem pseudônimo. E, para falar com toda a franqueza, brochei. Nâo sinto hoje o mesmo prazer que sempre sentir de participar da Internet. Fico me vigiando, a aí a coisa não rola. Não funciona.
Estou mais para leitor, Bruno. E palpiteiro. Se você seguir carreira solo, vou atrás, dando meus pitacos. Mas vou ficar por aqui. Por enquanto, pelo menos, estou de molho.
Abraço.

3 respostas Até agora ↓
Renata // 07/07/2009 às 19:38 |
Sai dessa, meu! Quem se incomoda com o que os outros estão pensando?
Eu sou mais você! Não que eu esteja com essa corda toda, mas… estou aí prá te apoiar.
Sai dessa e vá prá luta!
Robson // 08/07/2009 às 21:47 |
Isso que dá se associar ao L. Nassif. :p
Monica // 23/07/2009 às 23:06 |
Caro João,
Confesso que concordo muito pouco com seu modo de ver as coisas. Quase nada. Na verdade, geralmente eu discordo absolutamente.
Mesmo assim, ou por isso mesmo, acho muito triste que você pendure as chuteiras.
Tem alguma coisa mais chata que sambinha de uma nota só?
Mas uma coisa é verdade: só vale a pena continuar, leitores ou autores, quando se está pronto a ser convencido… Eu sou um pouco teimosa demais para isso, mas acho que vale o esforço. E você?